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A regulação de plataformas digitais, a escassez mundial de mão de obra e os rumos do mercado de trabalho internacional centralizaram os debates da 114ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho), realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, em Genebra, na Suíça. Durante o evento, que reuniu governos, trabalhadores e empregadores de 187 Estados-membros da OIT, o setor de transporte ganhou relevância pelas discussões sobre os impactos logísticos gerados pelas transformações tecnológicas e a necessidade urgente de conciliar proteção social com produtividade.
No encontro, o delegado titular da bancada empresarial e presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, fez um pronunciamento na sessão plenária da Conferência, quando evidenciou o papel estratégico do transporte na integração das cadeias produtivas globais e alertou para a escassez de profissionais qualificados e as transformações nas relações de trabalho impulsionadas pelas plataformas digitais. Segundo Costa, a falta de profissionais qualificados no segmento rodoviário tornou-se um desafio estrutural mundial. Dados da IRU (União Internacional do Transporte Rodoviário) indicam a escassez de mais de 3,5 milhões de motoristas profissionais em todo o mundo. Essa realidade afeta diretamente a competitividade e a segurança do abastecimento, exigindo políticas que aumentem a atratividade da profissão e preparem os trabalhadores para as novas tecnologias.
A atuação do Sest Senat, através de suas mais de 170 unidades operacionais que oferecem capacitação e assistência em saúde aos trabalhadores, esteve na pauta dos debates e foi um dos destaques como resposta a esse cenário. O modelo brasileiro de formação profissional foi apresentado como referência de investimento privado em favor da produtividade e do bem-estar. Os indicadores nacionais também demonstraram que o transporte no Brasil registra índice de formalização próximo de 92%, marca superior à média nacional de 60% observada nos demais segmentos.
Os desafios regulatórios impostos pelas plataformas digitais, tema para o qual a OIT trabalha na construção de diretrizes internacionais, foi outro ponto debatido durante o evento. A posição defendida pela representação brasileira ressalta que os futuros marcos regulatórios devem zelar pela concorrência justa e evitar assimetrias competitivas que incentivem a informalidade.
Neste ano, a CNT exerceu a representação dos empregadores brasileiros na Conferência Internacional do Trabalho, em sistema de rodízio entre as confederações empresariais.
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