A partir de 2026 começa a Década das Nações Unidas do Transporte Sustentável

12/12/2025 2 min leitura

Começa, em 2026 e vai até 2035, a primeira Década das Nações Unidas do Transporte Sustentável, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2023 e lançada oficialmente no último dia 10 de dezembro, na sede da ONU, em Nova Iorque. A iniciativa será uma oportunidade para aumentar ainda mais a conscientização sobre o papel fundamental do transporte no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e para reunir e mobilizar novas soluções, recursos e parcerias para promover o transporte sustentável em nível global.

A década conta com um amplo Plano de Implementação, elaborado em colaboração com as Comissões Regionais da ONU e em consulta com os Estados-Membros, o sistema das Nações Unidas e todas as demais partes interessadas relevantes.

O plano é uma ferramenta para orientar os esforços globais em direção a sistemas de transporte sustentáveis, inclusivos e resilientes. Ao fomentar a colaboração, mobilizar recursos e garantir um monitoramento eficaz, ele poderá destacar a importância do transporte sustentável, contribuir significativamente para a sua concretização e para a obtenção de vários dos ODS.

Espera-se que o Plano de Implementação da Década das Nações Unidas para o Transporte Sustentável sirva como uma estrutura estratégica para coordenar ações, mobilizar recursos e monitorar o progresso rumo ao transporte sustentável em todo o mundo. A previsão é que ele seja global e não vinculativo, permitindo planos, estratégias e formas de colaboração mais detalhadas em nível regional, nacional e local, conforme apropriado.

O Plano de Implementação da Década estrutura-se em seis prioridades que irão orientar políticas, investimentos e cooperação internacional:

·  Acesso para todas as pessoas – garantindo que ninguém fica para trás, com especial atenção a grupos vulneráveis e territórios periféricos.

·   Sistemas de baixo carbono e resilientes – alinhados com as metas climáticas globais e preparados para eventos extremos.

·   Logística eficiente e sustentável – cadeias de abastecimento mais limpas, otimizadas e integradas.

·   Mobilidade urbana centrada nas pessoas – com prioridade a modos ativos (caminhar, pedalar) e transporte público de qualidade.

·   Segurança e proteção – redução de sinistralidade e reforço da segurança em todas as formas de transporte.

·   Inovação e tecnologia ao serviço da sustentabilidade – desde dados e digitalização até novas soluções de mobilidade.