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O Instituto de Engenharia (IE) realizou, dia 19 de março, um debate sobre os potenciais impactos do serviço de mototáxi na segurança pública, mobilidade urbana e saúde da cidade de São Paulo. O encontro reuniu autoridades, especialistas e representantes de entidades ligadas ao transporte urbano, segurança e saúde e discutiu o aumento alarmante de acidentes com motocicletas, os riscos à segurança pública e à eficiência do transporte coletivo, e os impactos para o sistema de saúde pública do País.
O coordenador da Divisão de Mobilidade do IE, Flamínio Fichmann, ficou responsável pela moderação do debate, que contou com três painéis – Impactos na Segurança Pública, Impactos na Mobilidade Urbana e Impactos na Saúde. A iniciativa contou com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo e da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Entre os palestrantes e debatedores estavam: Mara Gabrilli, senadora por São Paulo (PSD); Silvia Grecco, secretária municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo; Linamara Rizzo Battistella, coordenadora do Programa de Residência em Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Milena Braga Romano, presidente da Eletra Bus, diretora executiva Next Mobilidade e representante do Sindicato de Transporte Coletivo do ABC; Maria da Penha Nobre, arquiteta e urbanista do Instituto de Engenharia, especialista em trânsito e segurança; Renato Nalini, secretário de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo; Guilherme Muraro Derrite, secretário estadual de Segurança Pública; Orlando Morando, secretário municipal de Segurança Urbana da capital paulista; Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal de Saúde de São Paulo; e Francisco Christovam, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos
No mês passado, o Instituto de Engenharia e outras entidades emitiram um alerta sobre os graves impactos dessa modalidade de transporte individual em áreas como segurança pública, mobilidade urbana, saúde pública e eficiência do transporte coletivo. Na ocasião, foram apresentados pontos de atenção, como o aumento de acidentes e impactos na saúde pública, problemas na mobilidade urbana e riscos à segurança pública, tópicos debatidos no evento.
Na semana anterior ao evento, a plataforma Uber lançou uma campanha publicitária provocando a Prefeitura de São Paulo e estimulando a população a defender a liberação do serviço na capital. No dia 12 de março, mensagens como “Recife tem. São Paulo não tem.” foram exibidas em telas de mídia out-of-home em estações de metrô e locais de grande circulação em São Paulo. A campanha fez referência à suspensão do serviço de mototáxi em São Paulo, determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJSP), no final de janeiro de 2024, em atendimento a uma decisão da prefeitura.
São Paulo é a única capital do País que ainda resiste à liberação oficial do mototáxi. Os serviços já operam em quase 4 mil cidades.
A última edição da Revista Ônibus, da Semove, traz matéria sobre a questão dos mototáxi. Confira: https://www.revistaonibus.com.br/noticias/mototaxis-servico-comeca-a-ser-oferecido-em-sao-paulo-apesar-de-proibicao-da-prefeitura/.
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